Bushcraft PT

Fórum de Bushcraft e Técnicas de Sobrevivência
Data/Hora: segunda dez 17, 2018 2:05 pm

Os Hor√°rios s√£o TMG [ DST ]




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MensagemEnviado: ter√ßa set 23, 2014 11:41 pm 
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O termo ‚Äúsobreviv√™ncia‚ÄĚ √© de aplicabilidade algo difusa. Genericamente pode-se dizer que o sobrevivente √© aquele que ficou vivo numa situa√ß√£o, na qual houve outros que faleceram.
As circunst√Ęncias destas "situa√ß√Ķes" s√£o contudo muito diversas, bem como os fatores que determinaram a sobreviv√™ncia de determinado indiv√≠duo. Este podem ter sobrevivido, n√£o por resultado de qualquer a√ß√£o do pr√≥prio ou de outros, mas apenas porque tiveram sorte.
Tipificando digo: estes ESCAPARAM com vida.

Se ocorreu um acidente que colocou o sobrevivente em risco de vida, será então relevante as competências deste para a manutenção da sua vida. A ação da vítima (ou eventualmente de outras pessoas presentes no cenário), pode minorar as consequências danosas da situação, (mantendo os suportes básicos de vida, ativando os meios de socorro, etc.).
Tipificando digo: estes SALVARAM a vida.

Se é uma situação de elevado risco de vida, por perigo eminente voluntariamente assumido, será então relevante para sobrevivência do protagonista, a sua competência (bem como dos eventuais colaboradores), para controlo e superação em segurança dos perigos em presença.
Tipificando digo: estes ASSEGURARAM a vida.

Se as circunst√Ęncias danosas para a vida advierem dum sinistro inopinado em ambiente in√≥spito e rec√īndito, sem possibilidade imediata de socorro / resgate, ser√° ent√£o preponderante o facto do sobrevivente ter compet√™ncias (conhecimento e atitude) que lhes permita resistir em tais circunst√Ęncias. Neste cen√°rio ser√° relevante a capacidade suprir as necessidades f√≠sicas b√°sicas (temperatura corporal, hidrata√ß√£o, nutri√ß√£o), usando e transformando aquilo que est√° √† disposi√ß√£o,( normalmente apenas aquilo que a natureza proporciona). Poder√° ser igualmente decisiva a capacidade de sair daquele local pelos pr√≥prios meios.
Tipificando digo: estes SUBSISTIRAM com vida.

Agora se as circunstancias acima descritas s√£o voluntariamente auto-impostas, ou seja o aventureiro(s) quer propositadamente permanecer, durante o per√≠odo de tempo estipulado, naquelas condi√ß√Ķes prec√°rias, ent√£o ser√° relevante a sua prepara√ß√£o / habitua√ß√£o. Para subsistir de forma sustentada, √© fundamental o conhecimento das especificidades daquele meio ambiente e das t√©cnicas para nele sobreviver. A experi√™ncia √© uma almofada psicol√≥gica e um fator preponderante na arte de sobreviver em situa√ß√Ķes extremas.
Tipificando digo: estes PROSPERARAM com vida.

A sobrevivência pode ser apenas a sorte que não tiveram os que não escaparam, mas geralmente é resultado da ação do próprio, que faz em segurança aquilo que os outros nem tentam fazer, que se salva onde outros foram vítimas, que subsiste onde outros padecem, que prospera onde outros definham.

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MensagemEnviado: quarta set 24, 2014 12:35 am 
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MensagemEnviado: quarta set 24, 2014 11:51 am 
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Muito bom!

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MensagemEnviado: quarta set 24, 2014 4:05 pm 
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Gosto.
:)


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MensagemEnviado: ter√ßa set 30, 2014 5:03 pm 
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Quer seja uma situa√ß√£o real de sobreviv√™ncia, ou uma situa√ß√£o de treino das respetivas t√©cnicas, ou apenas de frui√ß√£o da natureza em autonomia, existem duas situa√ß√Ķes distintas que tipifico como: PERMANECER ou DESLOCAR-SE‚Ķ

Numa situa√ß√£o de sobreviv√™ncia, (porque se ficou perdido ou v√≠tima dum acidente em local isolado), ditam as regras que √© melhor permanecer nesse local. Contudo n√£o se prevendo o socorro / resgate em tempo √ļtil, a melhor op√ß√£o ser√° ent√£o a de tentar sair daquela situa√ß√£o pelos pr√≥prios meios. Poder√° protelar-se esta decis√£o por um ou dois dias, mas a op√ß√£o tem que ser tomada enquanto existe discernimento e energia para tal.

Numa situa√ß√£o frui√ß√£o/ treino na natureza (em local rec√īndito e in√≥spito), PERMANECER num local ou DESLOCAR-SE, tamb√©m tem algumas implica√ß√Ķes e nuances que as diferenciam.

PERMANECER num local, requer sobretudo compet√™ncias relacionadas com a utiliza√ß√£o de recursos √ļteis √† subsist√™ncia, pelo conhecimento daquele meio ambiente e das t√©cnicas ‚Äúbushcraftianas‚ÄĚ para os aproveitar.
O objetivo √© o de criar condi√ß√Ķes para permanecer naquele local de forma sustentada.
Os procedimentos passar√£o por realizar previamente um reconhecimento da zona circundante, pois √© preponderante encontrar um s√≠tio abrigado, com √°gua por perto. O tempo ser√° essencialmente passado nesse local, na constru√ß√£o de infraestruturas que visem melhorar as condi√ß√Ķes de perman√™ncia, (abrigo, fogueira‚Ķ) e na recolha de alimento. O esfor√ßo deve ser comedido, no sentido de preservar ao m√°ximo a energia, pelo que a eventual ca√ßa / pesca deve ser passiva, (ex. montagem de armadilhas).
Na vertente de lazer, (dito acampamento em modo bushcraft), o equipamento deve ser tendencialmente minimalista, privilegiando-se as ferramentas que permitem uma utilização sustentada dos recursos da natureza.

DESLOCAR-SE, requer sobretudo competências nas áreas relacionadas com a orientação. Será preponderante encontrar o percurso mais adequado, (uma cumeada, uma linha de água...).
O objetivo, (no caso de uma situação inopinada de sobrevivência), é o de regressar o mais rápido possível à civilização.
O tempo ser√° sobretudo passado a caminhar, com a preocupa√ß√£o de achar a dire√ß√£o certa, de conseguir seguir a direito. N√£o se deve contudo descorar a pernoita, (dito bivaque), dispensando-lhe o tempo e a energia necess√°ria para a passar em local seguro e com condi√ß√Ķes satisfat√≥rias. O caminhante deve tamb√©m aproveitar todas as oportunidades surgidas aquando da desloca√ß√£o, para satisfazer as suas necessidades de √°gua e de alimento.
O caminhante (de lazer ou de sobrevivência), deve levar apenas o essencial para suprir as suas necessidades básicas, (manter-se quente, hidratado e nutrido), sendo importante possuir uma forma de fazer fogo, um cantil ou outro tipo de contentor de água e eventualmente uma ferramenta que lhe permita desbravar caminho.

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MensagemEnviado: ter√ßa set 30, 2014 6:34 pm 
O tipo dos bonecos
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epah, eu sei que a malta curte de "treinar sobrevivência". que é essencialmente ir curtir para o mato.
mas n√£o se deve misturar frui√ß√£o com o treino, porque as permissas das duas situa√ß√Ķes s√£o completamente distintas.

no territ√≥rio nacional, em meio florestal, as situa√ß√Ķes de perigo de vida deveram-se na sua quase totalidade a:
1-dano físico associado a impossibilidade de se deslocar por meios próprios
2-perda de geolocalização
normalmente associadas a situa√ß√Ķes climat√©ricas adversas, que com bom tempo o problema n√£o √© t√£o denso.

em qualquer uma das duas, o treino para a sobrevivência passa essencialmente por minimizar danos, parar e sinalizar.
1-um tipo vai para o mato, imobiliza as duas perninhas e um dos braços, não bebe nada durante um dia para ficar com o raciocinio toldado e cheio de dores de cabeça, e tenta aguentar 48h. à chuva.
2-ou ent√£o aprende a fazer um plano de outdoor, a escolher o equipamento que leva consigo e a usar esse equipamento para o caso de se perder, sinalizando por socorro.
o resto não é treino de sobrevivência, é ir curtir o mato. que é legítimo. não é preciso dar-lhe um nome da moda para haver a desculpa de se ir para o mato, creio que já o tinha dito aqui.
é contraproducente para a conquista de uma livre fruição da natureza, porque curtir o mato responsavelmente deve ser um direito de todos, e não deve estar dependente de uma qualquer necessidade de "estar preparado".
mas há o perigo de misturar fruição com treino, e sobrevalorizarmos as nossas capacidades.
pessoalmente acho perigoso que se confundam duas actividades perfeitamente leg√≠timas mas muito diferentes entre si, porque pode levar a decis√Ķes erradas num momento crucial.

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Pedro Alves / Toonman
Instrutor de bushcraft e técnicas de sobrevivência na Escola do Mato


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MensagemEnviado: quarta out 01, 2014 12:33 am 
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O meu objetivo quando vou para o mato em modo sobrevivência, (ou o que lhe quiserem chamar), não é o de treinar sobrevivência, (no sentido de estar preparado para me salvar em caso de acidente), mas por apreciar estar numa situação precária de confronto direto com a natureza, em sintonia com o modo de vida em que evoluímos...
e julgo que acima faço bem essa distinção.

Gosto de curtir o mato em jeito de desafio, mobilizando as duas perninhas, transportando equipamento mínimo às costas, às vezes vagueando sem plano de outdoor, desconhecendo exatamente onde estou ou onde vou encontrar água, ou quando vou reabastecer, pois não tenho alimentação suficiente para toda a jornada. Aprecio com um sorriso aquelas 48h de chuvinha, aquele friozinho da noite, aquele cansaço salutar...

toonman
Mas mesmo que fosse apenas para treinar sobrevivência (à tua maneira). Como podes desenvolver eficazmente um treino, sem ambiente, sem curtição?
Curtir o mato desta forma, aparentemente irresponsável, não é legítimo para aqueles que o querem, não é um direito dos "preparados"?

Fico com a sensação que estás a perder aquele espiritozinho de aventura! :twisted:

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MensagemEnviado: quarta out 01, 2014 10:45 am 
O tipo dos bonecos
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curtir o mato é sempre legítimo, ninguém devia precisar de desculpas.
se precisamos de algo, é de mais liberdade para o fazer.
só que há essa questão de lhe chamar "modo de sobrevivência", que pode induzir o praticante a achar que está apto a lidar com uma situação de perigo de vida, quando o que está é ou a treinar o conforto ou a desafiar os seus limites. que é bestialmente positivo, e não acho nada irresponsável, mas que não melhora as capacidades de enfrentar um acidente, em que o que se quer é o resgate, o mais rápido possível.

e na garantia de sobrevivência entra a questão de garantir o acesso a socorro, e suprir as necessidades enquanto se aguarda.
mas começa por garantir que numa situação em que não podes cuidar de ti - e logo a tua vida está em perigo - existe socorro, e o resto é construído em cima desta premissa.

caso contrário não é sobrevivência, é autossuficiência. é desafiarmo-nos e superarmo-nos. como a maioria das pessoas não são completas idiotas e têm noção dos seus limites, este é um processo gradual, em que apesar de existir desconforto e dificuldades, não há realmente um perigo imediato de vida ao longo do evento, que ninguém no seu perfeito juízo se mete numa dessas para "treinar".

o que eu sinto com isto de lhe chamar "modo de sobrevivência" é que representa o mesmo perigo dos programas de televisão de "sobrevivência", que são precisamente de autossuficiência - o tipo subsiste por si e a sua vida nunca está realmente em perigo porque ele sabe o que fazer e está capaz de o fazer - pode induzir o praticante em riscos maiores do que seria desejado porque ele pratica "sobrevivência", e acaba com o tipo a morrer de frio. sobrevivência é uma cena chata, é por o cinto de segurança e ter o telemóvel carregado.

talvez seja uma quest√£o sem√Ęntica, talvez devesse deixar o darwinismo social funcionar, mas para mim √© importante que n√£o se confundam os termos, precisamente porque se trata da vida de pessoas.

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Pedro Alves / Toonman
Instrutor de bushcraft e técnicas de sobrevivência na Escola do Mato


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MensagemEnviado: quarta out 01, 2014 10:50 am 
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"...a rose, by any other name, would smell as sweet..."

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MensagemEnviado: quarta out 01, 2014 12:03 pm 
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√Č mesmo uma quest√£o sem√Ęntica‚Ķ
Para mim n√£o me faz confus√£o que se confundam os termos, desde que n√£o se confundam as SITUA√á√ēES, (que como ambos dizemos, s√£o distintas).

toonman Escreveu:
(...) sobrevivência é uma cena chata, é por o cinto de segurança e ter o telemóvel carregado.

Toonman
Porque não posso chamar sobrevivência à minha tipificação do indivíduo que subsiste com os recursos da natureza e tu podes chamar isso ao indivíduo que coloca o cinto de segurança e tem o telemóvel carregado? Posso então sugerir que chames a isso, segurança, socorro, resgate.
Aliás, se sobrevivência é apenas isso, não é preciso grandes técnicas ou treinos.

toonman Escreveu:
(...)desafiar os seus limites. que é bestialmente positivo, e não acho nada irresponsável, mas que não melhora as capacidades de enfrentar um acidente, em que o que se quer é o resgate, o mais rápido possível.

Para mim desafiar os meus limites nas circunst√Ęncias que descrevi, tem alguma dose de risco e de perigos associados.
Na minha opinião, andar por lá (no mato) neste modo (autossuficiência), também é um treino. Vou ganhando experiência que me permite evitar eventuais acidentes ou salvar-me melhor se eles ocorrerem.
√Č que nestas coisas de sobreviver (ou subsistir se quiserem), sobretudo APRENDE-SE FAZENDO.

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MensagemEnviado: quarta out 01, 2014 2:13 pm 
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Jan Escreveu:
√Č mesmo uma quest√£o sem√Ęntica‚Ķ
Para mim n√£o me faz confus√£o que se confundam os termos, desde que n√£o se confundam as SITUA√á√ēES, (que como ambos dizemos, s√£o distintas).

pois, é essa a diferença, a mim preocupa-me a confusão dos termos, porque pode induzir terceiros em falsas seguranças.
um tipo pode ser altamente autossuficiente e perfeitamente incapaz de lidar com uma situação de sobrevivência. mas porque se safa no mato, acha que é capaz de enfrentar qualquer coisa.

Jan Escreveu:
Porque não posso chamar sobrevivência à minha tipificação do indivíduo que subsiste com os recursos da natureza e tu podes chamar isso ao indivíduo que coloca o cinto de segurança e tem o telemóvel carregado? Posso então sugerir que chames a isso, segurança, socorro, resgate.
Aliás, se sobrevivência é apenas isso, não é preciso grandes técnicas ou treinos.

Aí é que reside a diferença, porque além de toda uma série de preparativos para minimizar o risco que a malta não faz porque são chatos, porque "há-de correr tudo bem", há toda uma acção que tem que estar mecanizada para que seja feita principalmente quando a capacidade de raciocinio está toldada.
a segurança e o resgate são componentes essenciais da sobrevivência. mas se te referires a uma das partes em separado, faz sentido que as chames pelos nomes.

Jan Escreveu:
Para mim desafiar os meus limites nas circunst√Ęncias que descrevi, tem alguma dose de risco e de perigos associados.
Na minha opinião, andar por lá (no mato) neste modo (autossuficiência), também é um treino. Vou ganhando experiência que me permite evitar eventuais acidentes ou salvar-me melhor se eles ocorrerem.
√Č que nestas coisas de sobreviver (ou subsistir se quiserem), sobretudo APRENDE-SE FAZENDO.

Se são riscos calculados ou não, é com cada um.
E sim, ir para o mato com poucos recursos é excelente treino de autossuficiência.
Mas uma coisa √© ir curtir, outra √© mecanizar ac√ß√Ķes para um sinistro, as abordagens de treino s√£o completamente diferentes.
Um tipo pode ser altamente autosuficiente enquanto anda bem disposto, e a coisa ir pelo cano assim que há uma lesão grave, um golpe de calor ou os pés congelam, porque entram em jogo uma série de factores psicológicos imprevisíveis, porque variam imenso com a pessoa, o estado de espírito e o ambiente. Só mecanizando a preparação e a resposta é que se consegue melhorar as hipóteses de sobreviver a um acidente. E isso é que é treino de sobrevivência.

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MensagemEnviado: quarta out 01, 2014 2:56 pm 
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toonman Escreveu:
a segurança e o resgate são componentes essenciais da sobrevivência. mas se te referires a uma das partes em separado, faz sentido que as chames pelos nomes.
toonman Escreveu:
um tipo pode ser altamente autossuficiente e perfeitamente incapaz de lidar com uma situação de sobrevivência. mas porque se safa no mato, acha que é capaz de enfrentar qualquer coisa.
toonman Escreveu:
Só mecanizando a preparação e a resposta é que se consegue melhorar as hipóteses de sobreviver a um acidente. E isso é que é treino de sobrevivência.

Parece assim que a sobrevivência apenas existe a partir do momento em que um indivíduo, por exemplo, escorrega e cai por um penhasco abaixo…

OK, tens uma vis√£o redutora do termo sobreviv√™ncia, reduzindo-o √†s quest√Ķes de seguran√ßa e de socorro em caso de sinistro.
Acontece é que o termo sobrevivência (e as técnicas a ele associadas), estão mais vulgarizadas para o tipificar o indivíduo que se safa no mato, do que para tipificar o indivíduo que está preparado para se salvar dum acidente / sinistro.

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MensagemEnviado: quarta out 01, 2014 3:43 pm 
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n√£o discordo que o tema esteja vulgarizado.
apenas que a sua vulgarização é potencialmente perigosa (ah, e tal, eu já fiz bué sobrevivência no meu quintal, consigo ir para o meio da amazónia em cuecas), e que nós aqui em particular deveríamos estar conscientes disso e fazer um esforço para o evitar.
porque afinal de contas, a APBTS pretende promover o bushcraft e a sobrevivência, e se não nos entendemos com os termos, é uma confusão para quem venha procurar informação.
a maior parte da malta aqui faz bushcraft, em maior ou menor grau.
muito poucos treinarão técnicas de sobrevivência.
(e isto não é uma crítica, é uma constatação. eu acho bem que a malta faça muito bushcraft e vá treinando a sobrevivência na medida do necessário para reduzir o risco.)

n√£o acho que isto seja uma vis√£o redutora. apenas clara.

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MensagemEnviado: quarta out 01, 2014 4:04 pm 
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Faca preferida:: pedra lascada
Por mim tudo bem…

Se fores ver outros tópicos também sou adverso ao uso do termo:
viewtopic.php?f=3&t=6131#p87274
viewtopic.php?f=3&t=6108#p87037

Contudo é a remar contra a maré…

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Editado pela √ļltima vez por Jan em quarta out 01, 2014 4:26 pm, num total de 2 vezes.

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MensagemEnviado: quarta out 01, 2014 4:22 pm 
O tipo dos bonecos
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é de remar.
temos o bushcraft, a arte do mato, não vejo motivo porque não abusar do termo em toda a sua abrangência.

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Pedro Alves / Toonman
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