Bushcraft PT

Fórum de Bushcraft e Técnicas de Sobrevivência
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Os Hor√°rios s√£o TMG [ DST ]




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MensagemEnviado: quarta ago 14, 2013 11:04 pm 
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Se estamos a falar em orienta√ß√£o azimutal para pontos dif√≠ceis, (objetivos mais pequenos), existe a t√©cnica do ‚ÄĚerro volunt√°rio‚ÄĚ, que consiste em tomar uma dire√ß√£o √† direita ou √† esquerda da dire√ß√£o correta, para que, dado a prov√°vel imprecis√£o da rota, se saiba que o destino est√° do lado contr√°rio ao erro que foi propositadamente estabelecido.
Se poss√≠vel usa-se um ‚Äúponto de ataque‚ÄĚ, que √© um ponto de refer√™ncia evidente pr√≥ximo do objetivo, fazendo-se ent√£o uma aproxima√ß√£o mais precisa a este.

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MensagemEnviado: quinta ago 15, 2013 12:03 am 
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Jan Escreveu:
Se estamos a falar em orienta√ß√£o azimutal para pontos dif√≠ceis, (objetivos mais pequenos), existe a t√©cnica do ‚ÄĚerro volunt√°rio‚ÄĚ, que consiste em tomar uma dire√ß√£o √† direita ou √† esquerda da dire√ß√£o correta, para que, dado a prov√°vel imprecis√£o da rota, se saiba que o destino est√° do lado contr√°rio ao erro que foi propositadamente estabelecido.
Se poss√≠vel usa-se um ‚Äúponto de ataque‚ÄĚ, que √© um ponto de refer√™ncia evidente pr√≥ximo do objetivo, fazendo-se ent√£o uma aproxima√ß√£o mais precisa a este.


Concordo plenamente com o que dizes utiliz√°vamos muito esse m√©todo em miss√Ķes, principalmente quando o objectivo ficava no meio do mato. Por exemplo t√≠nhamos uma igreja 100mts a direita do objectivo, a refer√™ncia era a igreja e a partir dai j√° se sabia que o objectivo estava na direc√ß√£o x a uns 100mts. Mas isto funciona com bom tempo, os exemplos que dei acima s√£o exemplos extremos e penso que √© ai que est√° a falhar a nosso entendimento relativamente a isto.
Pois eu falo de situa√ß√Ķes extremas e voc√™s de situa√ß√Ķes normais, n√£o estou com isto a dizer que voc√™s est√£o errados relativamente as situa√ß√Ķes que descrevem, mas eu tamb√©m n√£o estou relativamente as que descrevo. Estamos a ter opini√Ķes opostas porque estamos a ver exemplos completamente opostos ;)

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MensagemEnviado: quinta ago 15, 2013 9:00 am 
Photographus Africanus
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Ice-man Escreveu:
Não tinha conhecimento que havia essa prática em Portugal mas se lês-te bem eu não afirmei apenas disse: "... penso que não temos disso aqui em Portugal."


Sim, sem problema, a malta está a conversar, não a discutir, e não há taças nem bicicletas para levar.
E tenho estado calado quanto ao resto porque este é daqueles tópicos para eu aprender, que a ensinar, neste campo, tenho muito pouquinho.

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MensagemEnviado: quinta ago 15, 2013 9:38 am 
L√°pis Azul
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Penso que já nos estamos a divergir do tema inicial que era o cálculo da declinação magnética. No entanto isto até que ficou interessante ;)

Em teoria a navega√ß√£o por azimutes com precis√£o pode ser √ļtil em situa√ß√Ķes espec√≠ficas tais como as que o Ice referiu. Mas na pr√°tica, no uso corrente, pela minha experi√™ncia, n√£o se usa! Eu pelo menos n√£o uso.

A minha navega√ß√£o com carta √© praticamente feita atrav√©s de referencias visuais usando corrim√£os e erros intencionais sempre que necess√°rio, saber isto √© muito mais importante do que saber tirar azimutes com precis√£o, b√ļssola serve na maior parte das vezes apenas para saber o norte aproximadamente.

Mas j√° que falamos em situa√ß√Ķes espec√≠ficas.
Existem muitas zonas de Portugal, nomeadamente todas as ilhas dos A√ßores e em alguns maci√ßos do continente (ex Sintra) onde existe magnetismo local produzido pelas rochas. Tirem um azimute na carta e depois tirem o azimute visualmente com bussola, nem com as continhas todas feitas aquilo bate certo, j√° vi desvios de 20¬ļ :shock: na ilha Graciosa, o que faz com que 1-2¬ļ de ajuste seja de todo irrelevante.

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MensagemEnviado: quinta ago 15, 2013 10:13 am 
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Farrobeira concordo com o que dizes, mesmo nas serras de Portugal, por exemplo em Valongo tens principalmente o lado sul de Sta. justa que podes ter desvios na b√ļssola neste caso devido a grande quantidade de ferro existente na rocha. E como podemos facilmente verificar se existe ferro na rocha? Se virem uma fonte (por exemplo) e a pedra a volta est√° toda com uma cor de ferrugem j√° sabem a √°gua n√£o serve para beber devido a alta concentra√ß√£o de ferro logo v√£o ter desvios na b√ļssola. Para n√£o falar de pessoal que tira azimutes junto de linhas de alta tens√£o ou outros objectos que podem fazer interfer√™ncias com o magnetismo da b√ļssola.

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MensagemEnviado: sexta ago 16, 2013 2:39 pm 
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Faca preferida:: pedra lascada
Ice-man Escreveu:
Jan Escreveu:
Se estamos a falar em orienta√ß√£o azimutal para pontos dif√≠ceis, (objetivos mais pequenos), existe a t√©cnica do ‚ÄĚerro volunt√°rio‚ÄĚ, que consiste em tomar uma dire√ß√£o √† direita ou √† esquerda da dire√ß√£o correta, para que, dado a prov√°vel imprecis√£o da rota, se saiba que o destino est√° do lado contr√°rio ao erro que foi propositadamente estabelecido.
Se poss√≠vel usa-se um ‚Äúponto de ataque‚ÄĚ, que √© um ponto de refer√™ncia evidente pr√≥ximo do objetivo, fazendo-se ent√£o uma aproxima√ß√£o mais precisa a este.


Concordo plenamente com o que dizes utiliz√°vamos muito esse m√©todo em miss√Ķes, principalmente quando o objectivo ficava no meio do mato. Por exemplo t√≠nhamos uma igreja 100mts a direita do objectivo, a refer√™ncia era a igreja e a partir dai j√° se sabia que o objectivo estava na direc√ß√£o x a uns 100mts. Mas isto funciona com bom tempo, os exemplos que dei acima s√£o exemplos extremos e penso que √© ai que est√° a falhar a nosso entendimento relativamente a isto.
Pois eu falo de situa√ß√Ķes extremas e voc√™s de situa√ß√Ķes normais, n√£o estou com isto a dizer que voc√™s est√£o errados relativamente as situa√ß√Ķes que descrevem, mas eu tamb√©m n√£o estou relativamente as que descrevo. Estamos a ter opini√Ķes opostas porque estamos a ver exemplos completamente opostos ;)

Ice-man
Estamos √© a ter opini√Ķes opostas sobre os mesmos exemplos‚Ķ
As t√©cnicas / m√©todos que descrevemos, usam-se como disse para localizar pontos pequenos e ou para situa√ß√Ķes extremas e n√£o para as normais.
Se tens fraca visibilidade para um alvo pequeno, (situa√ß√Ķes extrema), por muito bem tirado que esteja o azimute, (em casa), no terreno com tais condicionantes n√£o o vais localizar. Vais necessitar do j√° referido ‚Äúponto de ataque‚ÄĚ, que √© um ponto de refer√™ncia mais vis√≠vel.

Há uns anos, durante uma caminhada com navegação por azimute, numa zona junto à fronteira na Serra do Gerês, (que basicamente era seguir a cumeada entre marcos geodésicos), o grupo que integrava foi apanhado por um nevoeiro /cacimba, com visibilidade a pouco mais de 10/15 metros, que persistiu durante o resto do dia. Avaliámos a situação e decidimos continuar a fazer o percurso previsto em marcha azimutal!
Porque:
- N√£o existia nas proximidades qualquer caminho que nos permitisse sair dali;
- A cuneada tinha vegetação menos densa. (mas vertentes esta aumentava em densidade);
- Tínhamos pontos de referência que, apesar da fraca visibilidade, acabávamos sempre por encontrar. Quando não havia mais nada para subir, lá estava o marco geodésico;
Recorremos √† t√©cnica habitual nos casos de fraca visibilidade, que √© a de distender o grupo, seguindo na traseira aquele que tem a b√ļssola, o qual orienta aqueles que seguem na sua frente.

Ice-man
N√£o √© o rigor do azimute que faz diferen√ßa nas situa√ß√Ķes extremas, √© o conhecimento das t√©cnicas de orienta√ß√£o.

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MensagemEnviado: s√°bado ago 17, 2013 12:33 am 
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Jan Escreveu:
Ice-man
Estamos √© a ter opini√Ķes opostas sobre os mesmos exemplos‚Ķ
As t√©cnicas / m√©todos que descrevemos, usam-se como disse para localizar pontos pequenos e ou para situa√ß√Ķes extremas e n√£o para as normais.
Se tens fraca visibilidade para um alvo pequeno, (situa√ß√Ķes extrema), por muito bem tirado que esteja o azimute, (em casa), no terreno com tais condicionantes n√£o o vais localizar. Vais necessitar do j√° referido ‚Äúponto de ataque‚ÄĚ, que √© um ponto de refer√™ncia mais vis√≠vel.


Bom se achas que estávamos a falar dos mesmos exemplos ou eu sou muito mau a entender Português ou não sei...
e só agora é que te lembras do ponto de ataque!

Jan Escreveu:
Há uns anos, durante uma caminhada com navegação por azimute, numa zona junto à fronteira na Serra do Gerês, (que basicamente era seguir a cumeada entre marcos geodésicos), o grupo que integrava foi apanhado por um nevoeiro /cacimba, com visibilidade a pouco mais de 10/15 metros, que persistiu durante o resto do dia. Avaliámos a situação e decidimos continuar a fazer o percurso previsto em marcha azimutal!
Porque:
- N√£o existia nas proximidades qualquer caminho que nos permitisse sair dali;
- A cuneada tinha vegetação menos densa. (mas vertentes esta aumentava em densidade);
- Tínhamos pontos de referência que, apesar da fraca visibilidade, acabávamos sempre por encontrar. Quando não havia mais nada para subir, lá estava o marco geodésico;
Recorremos √† t√©cnica habitual nos casos de fraca visibilidade, que √© a de distender o grupo, seguindo na traseira aquele que tem a b√ļssola, o qual orienta aqueles que seguem na sua frente.


O que fizeram só foi possível porque não estavas sozinho eu como ando quase sempre sozinho pessoalmente tinha de descartar a técnica de distender o grupo, e o que vocês fizeram foi navegar com azimute apoiados num corrimão utilizando a cumeada para tal, dai não precisares de tanto rigor azimutal.

Jan Escreveu:
Ice-man
N√£o √© o rigor do azimute que faz diferen√ßa nas situa√ß√Ķes extremas, √© o conhecimento das t√©cnicas de orienta√ß√£o.


Quanto ao rigor faz parte da minha natureza e assim irá permanecer. O rigor para mim é tudo seja nas pequenas ou grandes coisas tenho pena que não partilhes da mesma visão. O rigor nunca me prejudicou em nada na orientação muito pelo contrario.

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MensagemEnviado: s√°bado ago 17, 2013 2:49 am 
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Faca preferida:: pedra lascada
Ice-man
Pretendia manter a troca de ideias, apenas no assunto do tópico ou seja sobre técnicas de orientação, sem depreciativas,
mas …

Se o rigor faz parte da tua natureza, devias ler com mais atenção o que já foi escrito neste tópico.
Na mensagem posta por mim no dia 14 Ago 2013 √†s 22:04, introduzi na discuss√£o a t√©cnica do ‚Äúponto de ataque‚ÄĚ, t√©cnica que exemplificaste posteriormente muito bem na tua mensagem seguinte √†s 23:03, ‚Äút√≠nhamos uma igreja 100mts a direita do objectivo, a refer√™ncia era a igreja e a partir dai j√° se sabia que o objectivo estava na direc√ß√£o x a uns 100mts‚ÄĚ. Assim, n√£o entendo agora, o teu coment√°rio: ‚Äúe s√≥ agora √© que te lembras do ponto de ataque!‚ÄĚ

Apenas quis contradizer a tua opinião de que as técnicas que referi, somente funcionam com bom tempo e que os exemplos que destes como extremos, são resolvidos pela precisão do azimute.
No meu portugu√™s temos opini√Ķes opostas sobre os mesmos exemplos‚Ķ
No teu portugu√™s, estamos a ter opini√Ķes opostas porque estamos a ver exemplos completamente opostos.
OK, tudo bem...

Agora podias rebater a minha opini√£o sobre o que √© mais relevante para a orienta√ß√£o em situa√ß√Ķes extremas, se √© a precis√£o (ou rigor) do azimute ou se √© o conhecimento das t√©cnicas de orienta√ß√£o, sem introduzir aprecia√ß√Ķes de car√°cter, que a mim pessoalmente n√£o me interessam.

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MensagemEnviado: s√°bado ago 17, 2013 10:01 am 
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:lol: Sim foste tu que inseriste na discuss√£o o ponto de ataque, eu confundi-te, pensei que tinha sido o Farrobeira, as minhas desculpas

Quanto a tua questão o que é mais importante? Para mim são as duas ou seja se não tens prática numa situação extrema por muita teoria que tenhas vai ser sempre difícil de aplica-la.

Por outro lado se tens pr√°tica e pouco rigor em situa√ß√Ķes extremas em que tenhas que cobrir uma grande dist√Ęncia entre pontos podes ficar perdido.
E aqui vou dar um exemplo com conhecimento de causa, quando estive no glaciar na Isl√Ęndia tinha centenas de km's pela frente tudo branco sem pontos de refer√™ncia sem corrim√Ķes imagina isso com neve a cair (n√£o estou a falar de tempestade pois ai tinha de me abrigar e parar a marcha for√ßosamente).

E agora recuando um pouco em relação a fazer contas para se saber o DM podem simplesmente tirar o azimute cartográfico e depois o magnético. De seguida é só subtrair AC-AM=DM que dá o DM sem ser preciso contas

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MensagemEnviado: sexta mar 18, 2016 6:47 pm 
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Faca preferida:: Mora Fernandes
Jan Escreveu:
Volto a referir que existe um m√©todo expedito, (sem escal√≠metros, sem contas), de tirar azimutes das dire√ß√Ķes marcadas na carta topogr√°fica.
Basta orientar previamente a carta, (as dire√ß√Ķes ficam coincidentes com o real)
Depois é:
- Colocar a seta da b√ļssola na linha da dire√ß√£o pretendida;
-Rodar o limbo at√© que o 0¬ļ (norte) fique coincidente com a agulha;
-Realizar a leitura do azimute (xxx¬ļ) na seta.

NOTA: O azimute √© magn√©tico, pois a dire√ß√£o de refer√™ncia √© o norte magn√©tico (a agulha da b√ļssola).


Oh Jan, √©s o maior ;) √Č isso sem tirar nem p√īr! Obrigado pela partilha deste m√©todo

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Dr. Theamat
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